O que o jornalismo e o ghostwriting têm em comum?

40 anos escutando histórias em reportagens, e como esse mesmo ofício sustenta hoje o trabalho de ghostwriting. Um texto sobre a diferença entre escrever por alguém e escrever o que só essa pessoa poderia dizer, com um convite direto para quem lidera ou empreende contar a própria trajetória.

Malu Longo

7/6/20261 min read

Duas figuras em traço fino: uma fala, e da sua voz nascem palavras que a outra escuta
Duas figuras em traço fino: uma fala, e da sua voz nascem palavras que a outra escuta

Jornalista bom não escreve sobre as pessoas.

Escreve como as pessoas escreveriam se tivessem tempo, técnica e coragem para colocar a própria história no papel.

Passei 40 anos aprendendo a fazer isso em reportagens: ouvir alguém por horas e devolver, em poucas linhas, a essência de quem essa pessoa é.

No ghostwriting é a mesma coisa, o mesmo ofício, muda apenas o formato. É escutar fundo, observar o que não foi dito e traduzir em palavras como a pessoa pensa e age. É levá-la a pensar: "é exatamente assim que eu sou, só que eu nunca teria conseguido escrever".

Ghostwriter não é quem escreve por você. É quem escreve o que só você poderia dizer.

Se você lidera, empreende ou constrói algo importante e sente que sua história merece ser contada com mais profundidade, vamos conversar.

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